quarta-feira, 7 de março de 2018

Sejam Bem Vindos

O que me levou a começar esse Blog, foi pensar o quanto é grande a Família Fermino, entre irmãos, filhos, sobrinhos etc...e tal, perdi as contas, mas também foi uma forma de homenagear e deixar um pouco da história de meus pais, que pra mim foi exemplo de caráter, bondade, força persistência, emfim foram a base de tudo e a minha inspiração para começar a escrever.
Nesse blog vou contar como tudo começou, as dificuldades as conquistas, alegrias e tristezas.
Meu objetivo é  atingir  todos os descendentes de José  Fermino e  Luiz Fernandes, e entre as postagens, gostaria que as pessoas que fazem parte dessa Família, completassem fatos que  pra mim são desconhecido, ou até mesmo corrigissem   fatos que não procedem.
Conto com vocês pra escrevermos juntos essa história.

Agradeço desde já, e espero que gostem.


terça-feira, 6 de março de 2018

A velha casa

Nasci no município de  Alto Paraná, Uma cidadezinha perdida no Estado do Paraná, vim pra para Botucatu, com dois anos de idade,
Contava minha mãe, que viera em busca de melhoras, pois a difícil vida de agricultores, em terras que não lhes pertencia, realmente ela não via futuro.
   Em 1965, quando aqui chegou também não foi fácil, com 7 filhos, sem profissão, pois o único trabalho que meu pai conhecia era .. plantar e colher.  eles até trouxeram com eles uma certa quantia em dinheiro, fruto do trabalho ainda em Alto Paraná, que eles economizaram para quem sabe um dia pudessem ser donos de sua própria terra,, como isso infelizmente  não aconteceu.
 o objetivo então ,  era comprar um terreno, ou até mesmo uma casa com esse dinheiro, pois  na época os imóveis em Botucatu eram bem mais baratos, mas meu avô que já residia aqui , disse que era besteira investir numa cidade tão pequena, contrariando  os planos de meus pais.
Então minha mãe foi a procura de emprego, não foi difícil, pois ela sempre disposta a enfrentar qualquer trabalho, logo começou a trabalhar em casa de família como doméstica, meu pai começou então de pedreiro, que por sinal aprendeu muito bem a profissão,
   Fomos morar de aluguel em uma casa muito simples na vila Assunção, uma casa de tábua, apenas dois cômodos, isso com 7 filhos.
   Mas como neste mundo, não podemos perder a esperança nunca, uma pessoa de coração bondoso, que só vivia pra fazer o bem e ajudar as pessoas com dificuldade, veio até nós e ofereceu uma casa na Rua Carlino de Oliveira, onde havia 10 casas, que fora construída justamente para acolher as famílias até  se estabelecerem financeiramente,
    Apesar de ter apenas 3 anos de idade, me lembro de algumas coisas que vivemos naquela casa, como por exemplo: minha mãe  era a pessoa responsável por rezar o terço toda semana com era de costume naquela Associação, eles também faziam os próprios colchões, isso significava que todas as crianças ajudavam a rasgar palhas de milho, para a fabricação dos mesmos.
Vivemos nesta casa por 2 anos, foi quando o presidente da Associação chegou para minha mãe e disse: Dona Isaura vendo que a Sra.  e o Sr. Sebastião já estão empregados, acho que conseguem de agora em diante progredir  e se estabelecer nessa cidade, para que eu possa recolher  nessa casa outra família que esteja precisando muito mais que vocês, muito justo da parte dele.
E assim foi, minha mãe tratou logo de alugar uma casa e fomos,  mas a sua luta luta estava apenas começando.
Do dinheiro que ela trouxera de Alto Paraná já  não havia sobrado nada, foi gasto com despesas quando meu pai não conseguia trabalho.
Então muitas de suas patroas, ajudavam com doações, e ela sempre retribuía com mais trabalho , inclusive levava as filhas pra ajudar, e mostrar gratidão, eu tinha uns 10 anos e fui muitas vezes para cuidar de crianças.
Minha mãe tinha uma ideia fixa, ter um teto para acolher sua família, então começou pensar em comprar um terreno, e assim fez. economizou, juntou uma pouca  quantia, ficou sabendo de um lote na Vila Nogueira, foi atraz do vendedor negociou  a entrada e parcelou o restante.
Agora além das despesas, que não eram poucas, tinha também a parcela do terreno,
Mesmo com tanta dificuldade financeira, ela ainda queria construir, para não mais pagar aluguel, pois era um valor a mais que ela usaria pra pagar as parcelas do terreno.
E assim, quando saia do trabalho, andava  pelas ruas sempre com atenção naquelas casa que estavam sendo demolidas ou reformadas ,  então pedia  qualquer espécie de material seria útil; tijolos,  portas, telhas velhas, que  nós lavaríamos depois, e assim começou uma casa,
Essa hora valeu tudo que meu pai aprendeu na construção  civil, não precisou pagar nada de mão de obra, pois com ajuda de todos nós estava construindo nossa primeira casa nessa cidade...
CONTINUA QUALQUER DIA....